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Mensagens do blog por DIMÍTRIA DE FARIA COUTINHO

Letramento racial na EJA: conheça experiência desenvolvida em Fortaleza (CE)
Letramento racial na EJA: conheça experiência desenvolvida em Fortaleza (CE)

As palavras geradoras, associadas ao método Paulo Freire, foram o ponto de partida para um projeto de letramento racial desenvolvido no Complexo Social Mais Infância Padre Caetano Cristo Redentor, em Fortaleza (Ceará).

A experiência exitosa foi conduzida pela professora Maria Aline Ferreira dos Santos em uma turma do Programa Brasil Alfabetizado.

Em live no Instagram do Pacto EJA-UFPB, a docente conta que a classe é bastante heterogênea, com várias faixas etárias e níveis de alfabetização. Tudo isso permitiu uma troca rica entre os estudantes.

Maria Aline partiu de palavras geradoras como racismo e quilombo para debater a temática racial com sua turma. A partir disso, diversas atividades foram realizadas, como as rodas de conversa e o desenvolvimento de seminários em grupos.

O projeto contou com:

  • Exibição de filmes que abordam a temática do racismo;

  • Rodas de conversa com o uso de espelhos para o reconhecimento das características de cada um;

  • Compartilhamento de experiências pessoais dos estudantes que já vivenciaram o racismo;

  • Autorretratos desenhados pelos estudantes, que posteriormente foram expostos em mural na escola;

  • Pesquisas na sala de informática;

  • Trabalho com o gênero Receitas, estudando a culinária quilombola;

  • Pesquisas e apresentações em grupo sobre a presença quilombola em estados brasileiros e sobre personalidades negras.

Na esquerda, vemos uma aluna montando um cartaz; na direita, vemos dois alunos apresentando um trabalho com um cartaz

O projeto durou um mês, e conseguiu contemplar diversas áreas do conhecimento, desde a alfabetização até elementos de História, Geografia e Ciências. “Depois de tudo isso, os estudantes falaram que esperavam aprender apenas português e matemática na escola, e que se surpreenderam por adquirir conhecimentos de tantas áreas”, conta a professora, acrescentando que o engajamento da turma foi excelente.

 “A gente aprendeu muito sobre a questão do racismo estrutural e sobre as comunidades quilombolas, que muitos não sabiam que ainda hoje estão presentes aqui no Ceará”, afirma Maria Aline.

Para os colegas, a docente deixa uma dica: estudar sempre. “Eu faço cursos e participo de grupos de estudos sobre o racismo, e ainda assim não me sinto totalmente preparada para falar sobre isso. Por isso, é muito importante que nós, professores, busquemos conhecimento sobre isso, porque é um assunto que precisa ser debatido”.


  
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