Na tarde desta quarta-feira (19), o Programa de Formação de Educadores no âmbito
do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de
Jovens e Adultos, organizado pela Universidade Federal da Paraíba, Cátedra UNESCO
de EJA e pela Secadi/MEC, foi oficialmente lançado em um evento online.
O lançamento contou com a participação de centenas de formadores e educadores de
todo o Brasil, que puderam conhecer os cursos que serão ofertados pelo programa e
participar de uma aula magna ministrada pelo Prof. Dr. Timothy Ireland.
“Esse programa é um marco significativo para o compromisso com a educação de
qualidade e com o enfrentamento dos desafios históricos de nossa sociedade, como o
alto índice de analfabetismo”, afirmou a professora Bernardina Juvenal Freire de
Oliveira, Pró-Reitora de Extensão da UFPB, que representou a reitora Terezinha
Domiciano no encontro.
“A UFPB reafirma seu compromisso com esse pacto e reafirma o papel desta
universidade pela busca da excelência na formação acadêmica e na promoção de
iniciativas que busquem a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”,
completou.
Zara Figueiredo, Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e
Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), também
presente no evento, pontuou que “termos uma rede de formação para alfabetizadores é
um marco histórico para a EJA”.
“Ter uma universidade do Nordeste, como a UFPB, assumindo essa formação, esse
marco histórico dentro da EJA, nos enche de alegria, de esperança e também nos dá
uma força enorme de pensar que nós estamos no caminho certo”, afirmou a secretária.
O evento também contou com a participação da União Nacional dos Conselhos
Municipais de Educação (UNCME), representada pelo presidente Manoel Humberto
Gonzaga Lima, e do Centro de Educação da UFPB, representado pela diretora Adriana
Valéria Santos Diniz.
Experiências práticas
Além das autoridades, o evento de lançamento abriu espaço para o relato de
experiências de quem vive a EJA na prática.
Participaram a educadora popular Zezinha Moura, referência no assunto e atuante na
Associação Sal da Terra, e a estudante Josélia.
“Quando a gente promove a EJA, a gente não pensa, no primeiro momento, em
promover a sequência da escolaridade do estudante, mas a gente quer escutar qual é
o desejo dele em estudar, qual a necessidade que tem no dia a dia e em quais
situações não saber ler e escrever faz falta. Esse acolhimento permite que ele venha
para a escola com alegria, esperançoso de que vai aprender”, relatou Zezinha.
Aos 48 anos, Josélia contou que tinha vergonha de voltar aos estudos, por conta da
idade, mas contou com o apoio e incentivo das filhas para retornar às salas de aula. “O
projeto Sal da Terra transformou a minha vida. Hoje, estou aprendendo a ler e a
escrever, e me sinto uma mulher feliz”, compartilhou.
Cursos de formação
Durante o lançamento, a professora Dra. Daniele Dias, coordenadora do Programa de
Formação, apresentou os dois cursos que serão ofertados: um de formação em
serviço, para formadores regionais; e outro para professores alfabetizadores,
educadores populares e professores das séries iniciais do Ensino Fundamental da
Modalidade EJA.
“Tenho o grande desejo de que tudo isso se torne um grande sucesso e que a gente
consiga atender o nosso objetivo principal, que é a redução dos nossos índices tristes
relacionados ao analfabetismo no nosso país”, afirmou a professora.
O lançamento do programa pode ser revisto aqui: .